Por Que Pesquisadores De Mercado Tem Atrasado As Pesquisas De Mercado?

  in Aplicativo para Eventos, Aplicativo para Pesquisa, Interação em Tempo Real, Mobile, Tecnologia mobile - 15 de dezembro de 2015

Esta é uma questão que todos na indústria de pesquisa de mercado deveriam estar pensando sobre: Por que a tecnologia móvel tem sido relativamente lenta para crescer em meio da indústria de pesquisa de marketing? Em contraste, o mobile tem transformado a indústria de reuniões e eventos em uma velocidade incrível.

 

A verdade é que enquanto mais pesquisas são feitas via mobile, a maior parte da indústria e seus praticantes ainda ficam no online, quando é em relação ao digital.  A ordem de prioridade ainda é computador primeiro, tablet segundo, celular terceiro.

Não é como se a aceitação lenta do mobile em geral possa ser a explicação. É evidente que mais pessoas acessam a internet, hoje, via smartphone, que pelo laptop ou desktop. Além disso, não é como se as implicações não tivessem sido discutidas pela indústria. Você poderia facilmente argumentar que nenhuma outra indústria tem falado mais de mobile, e feito menos pelo seu lançamento.

Claro, seria injusto dizer que nada aconteceu. Lumi Say, a plataforma de pesquisa mobile que a Lumi lançou em 2013 processou quase 10 milhões de pesquisas completas, e o aplicativo foi baixado quase um milhão de vezes.  Entretanto, um grande e composto crescimento no uso tem sido em torno de dez por cento contra as amplamente antecipadas centenas de porcentagens anteriores.

Usando o Meetoo, aplicativo de pesquisa da Lumi, para extrair feedback de aproximadamente duzentos participantes em uma pesquisa de mercado recentemente, encontrei alguns fatos bastante reveladores.

A grande maioria concordou com as seguintes premissas:

  • Pesquisas são muito longas para mobile;
  • A forma como as pessoas interagem com seus celulares é fundamentalmente diferente da forma como usam o computador;
  • A melhor experiência mobile é um app nativo.

Eu não tenho dúvidas que esta seria também a visão da maioria dos membros da indústria de pesquisa de mercado.

Atualmente, a indústria tem promovido muito o mobile otimizando pesquisas online nos dispositivos móveis. Isso significa que os participantes têm sido convidados a preencher as mesmas longas pesquisas que antes, feitas em, e para, plataformas de pesquisa em computador, porém otimizada para renderizar um pouco melhor em uma tela pequena, com os participantes notificados por e-mail.

 

EXPERIÊNCIA É O NOME QUE DAMOS A NOSSOS ERROS. ENTÃO POR QUE A INDÚSTRIA NÃO TEM APRENDIDO COM A EXPERIENCIA?

Até hoje, o mercado de pesquisa mobile tem focado em criar pesquisas agnósticas a dispositivos, que reconhecem a inconveniente verdade que mais e mais pessoas acessam pesquisas de seus telefones. Mas é importante não confundir com uma abordagem Mobile-First.

Pesquisas agnósticas a dispositivos obviamente tem seu lugar, porém, na prática, elas têm sido adotadas, pois são mais fáceis de criar quando comparadas a desenvolver um app nativo, em outras palavras, agnosticismo de pesquisas a dispositivos, perpetua o mobile third; ela não promove o mobile-first.

Sendo assim, as amostras requisitadas se tornam mais difíceis de encontrar e manter, e as taxas de respostas caem. Então dúvidas crescem sobre quão representativo todo este exercício se tornou. Claro, não sou neutro nisso, nosso negócio na Lumi é especificamente sobre tecnologia de pesquisa de mercado mobile-first, porem eu ficaria impressionado se essas modas não estiverem mantendo alguns dos lideres de indústria acordados a noite.

Deixe-nos considerar o problema do tamanho da pesquisa. Incontroversamente todos pensam que as pesquisas são muito longas (e pra ser justo, elas estão diminuindo em tamanho). Entretanto muitos consideram cortar uma pesquisa de 45 minutos para uma de 15 uma grande conquista, porém, para ser realmente mobile-first e conduzir pesquisas de uma forma condizente com a qual as pessoas realmente usam seus celulares, o próprio conceito de pesquisa como tem sido entendido pela história, desaparece.

Por definição uma pesquisa é um discreto e concentrado exercício. Ainda que as pessoas tendam a pegar e guardar seus telefones. Você vai se familiarizar com as estatísticas de que um usuário mobile interage com seu aparelho aproximadamente duzentas vezes ao dia. A mensagem não é apenas que mobile é virtualmente ubíquo, mas também que as pessoas adotam “pouco, mas com frequência” a aproximação para como eles usam seus telefones.

Neste contexto, examinamos alguns de nossos dados agregados através de vários painéis distintos e versões branded de Lumi Say.

Uma seleção sortida dentre um milhão de interatividades com o Lumi Say nos mostrou que a duração média da sessão de um usuário, com o app, tinha menos de 30 segundos de duração e menos de um minuto para 80% de toda a amostra. Logo, não é uma surpresa para nós que as pesquisas rápidas via mobile tem tido muito mais sucesso que as pesquisas mobile.

Recolher o que as pessoas acham para propósito de pesquisa requer mais que blocos de informação. Ela requer precisão, questões bem feitas e precisa ser mais linear que discreta em termos de processo. Insistir para pesquisadores fazerem isso, entretendo, não funciona.

A solução é uma com tecnologia, e esta é a essência do que nós focamos na Lumi, em um esforço de proteger a tradicional indústria de pesquisa de mercado, criando um produto voltado em trazer isto aos padrões de comportamento do consumidor, que existem para distinguir, analisar e tornar compreensível, para o benefício de seus membros pagantes.

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